...um espetáculo construido a convite do CCB/Fábrica das artes, pelo Teatro do Vestido
Uma peça de teatro que reflete as memórias da nossa infância e desafiam o nosso posicionamento enquanto espectadores... São 4 vozes que dão vida a este belissimo espetáculo, que nos fazem TROPEÇAR em nós mesmos e cair nos sonhos, nas tristezas, nas ideias, na fantasia, na inocência peculiar desse tempo, nas traquinices e alegrias, nas tradições e
vivências que deixam marca no que somos hoje em dia... Ema
Prontos e anciosos pelo espetáculo...
Já somos crescidos e já assumimos o verdadeiro papel de espectador (estar em silêncio, bem sentados e muito atentos...)
Inicialmente fomos confrontados com alguns medos (do escuro, da música e do tom de voz) mas rapidamente ultrapassamos e demos lugar a muitas risadas...
Fomos confrontados com curiosidades e questões...
"Ema o que ele está a fazer?'...
"Eles não estão a tropeçar?"
| No fim, conhecemos os 4 atores que nos falaram um pouco da peça |
E na sala, no dia seguinte, conversamos sobre o teatro...
A Ema explicou-nos que o tropeçar era a fingir... que os 4 atores estavam a fingir que eram crianças... Refletimos e começamos a encontrar sentido em algumas partes do teatro...as crianças que tinham medo do cão, os disparates e brincadeiras que fazemos...
Na verdade, a peça de teatro eram as memórias daqueles adultos, de quando eram crianças...MAS...
"O que são memórias?" ...
"é um jogo que eu tenho em casa - é o jogo da memória" (Mariana Sinfrónio)
"Pois Mariana, chama-se de memória porque tens de te lembrar das cartas que já apareceram...uma memória é lembrar-nos de coisas que já passaram..."
começamos a expressar as nossas memórias...
"Eu lembro-me que uma vez fui uma loja, bati no expositor e fiquei com a marca..ainda a tenho hoje" (Teresa)
"Quando era bebé, andei de comboio no carrinho com os meus avôs" (Tomás S.)
"Quando era pequenina eu brincava com a minha mãe aos médicos" (Lara)
tropeçamos durante a peça, na verdade tropeçamos naquilo que nos foi mais significativo...
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